A curiosa vida do pirata que não era o que parecia ser

As espadas dos dois piratas zuniam freneticamente no ar, enquanto um tentava atacar o outro e determinar a sorte daquele duelo, que ficava cada vez mais feroz.

Até que, num lance inesperado, um dos duelantes rasgou a própria roupa e exibiu o peito nu ao adversário.

Surpreso com o que viu, o oponente ficou sem ação e foi imediatamente abatido pelo pirata da camisa rasgada – àquele que, ao fazer isso, deixara à mostra nada menos que um par de seios…

O truque de mostrar o peito nu para desconcertar os oponentes entrou para a história como uma espécie de marca registrada da inglesa Mary Read, a mais famosa e ardilosa corsária dos anais da pirataria.

E ajudou a rechear ainda mais a sua curiosa trajetória.

Desde pequena, Mary Read, nascida na Inglaterra, em 1685, habitou-se a usar roupas masculinas e a se portar como um menino, porque sua mãe a forçava a fazer isso.

Viúva de um marinheiro inglês que foi para o mar e nunca mais voltou, deixando-a com um filho doente, que logo morreria, a mãe de Mary, que tivera a menina após a partida do marido, como consequência de uma aventura extraconjugal, teve a ideia de fantasiar a menina de menino e fazê-la passar pelo filho morto, a fim de pedir ajuda financeira a sogra, que jamais havia visto o neto.

Deu certo e Mary cresceu habituada aos trajes e trejeitos masculinos, para manter a farsa.

Já adulta, depois de uma frustrada tentativa de emprego como babá, decidiu retomar o disfarce e se alistou no exército, omitindo, contudo, o seu sexo.

Foi aceita e nunca descoberta.

Até que, um dia, se apaixonou por um soldado e revelou seu segredo.

Os dois, então, desertaram e abriram uma taverna na Inglaterra, que logo passou a ser muito frequentada, porque todos queriam conhecer “a mulher que enganara o exército”.

Mas a alegria durou pouco.

Logo, o marido de Mary adoeceu e morreu.

Sem conseguir manter sozinha o negócio, ela fechou a taverna, voltou a usar roupas masculinas e se alistou, como “marinheiro”, num barco mercante holandês, que estava de partida para o Caribe.

Mas, no meio do caminho, o barco foi atacado pelo lendário pirata inglês “Calico” Jack Rackham e Mary, por ser “um inglês”, como ele, foi poupada – mas transformada também em pirata.

Só que ninguém sabia sobre a sua verdadeira identidade.

Mary identificou-se rapidamente com a vida errante dos corsários e acabou por se tornar um dos mais terríveis personagens da pirataria do século XVIII.

Mas sempre usando nomes masculinos, já que sua real identidade foi mantida em sigilo durante a maior parte da vida.

Até que ela novamente se apaixonou.

E, desta vez, por um dos piratas do seu próprio barco.

Só que – surpresa! – o tal pirata era outra mulher também disfarçada de homem, chamada Anne Bonny.

Quando Mary decidiu revelar seu amor e sua identidade ao amante, foi surpreendida pela mesma revelação, vinda do lado contrário.

As duas, então, tornaram-se amigas.

Mas mantiveram os disfarces.

Tempos depois, Mary se apaixonou uma vez mais, por outro tripulante.

Mas ele tinha um desafeto a bordo e ela, para defender o amado (que também não sabia que ela era uma mulher), o desafiou para um duelo.

Foi quando, durante o embate, ao ver que estava em desvantagem, pela primeira vez usou o truque de rasgar a blusa para desnortear o adversário.

A partir daí, o gesto virou o seu mais famoso símbolo.

Mary Read e Anne Bonny eram mais corajosas do que qualquer homem da tripulação de Calico Jack e só usavam a feminilidade quando lhes era favorável.

Foi assim, por exemplo, que as duas escaparam de ser condenadas à morte, quando foram capturadas pelos militares.

Ao serem levadas diante do juiz para decretação da pena, não só revelaram seus verdadeiros sexos como anunciaram estarem grávidas, o que, pelas leis da época, adiava as execuções, até o nascimento dos bebês.

Tanto Mary quanto Anne tiveram seus filhos (duas meninas) na cadeia, mas, ao que consta, nenhuma das duas chegou a ser executada.

Na hipótese mais aceita, Mary teria morrido de febre, ainda no cárcere, em 18 de dezembro de 1720, e Anne escapado da forca graças aos subornos feitos por seu pai aos soldados.

Mas há controvérsias.

Como toda boa história, esta aqui também tem um final duvidoso.

Segundo outra versão, Mary Read não teria morrido e sim fugido da prisão, fingindo-se de morta dentro de uma mortalha.

E, anos depois, após recuperar a filha que teve no cárcere, reencontrada a amiga, em Louisiana, nos Estados Unidos, onde viveram juntas e criaram as meninas, como dedicadas mães de família – e longe dos disfarces masculinos.

Se foi isso ou não o que aconteceu, ninguém sabe.

Mas a saga de Mary Read como a mais famosa pirata da história jamais foi contestada.

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A incrível passageira que jamais desembarcava

A incrível passageira que jamais desembarcava

Até a metade do século 20, quando os aviões passaram a tomar o lugar dos navios, os transatlânticos eram bem mais do que simples meios de transporte para longas viagens.

Eram, também, oportunidades para seus privilegiados passageiros desfrutarem o glamour dos grandes cruzeiros.

Um destes sofisticados navios de passageiros, talvez o mais grandioso dos anos pós guerra, foi o Caronia, um luxuoso transatlântico inglês, lançado em 1947 pela empresa Cunard, com a missão de atender a rota mais exigente da época, entre a Europa e os Estados Unidos.

Entre outros ineditismos, o Caronia foi o primeiro navio a oferecer uma piscina permanente, todas as acomodações eram de primeira classe, oferecia atendimento personalizado de um tripulante para cada passageiro, além de água quente nas torneiras e — supremo conforto — banheiros privativos em todas as cabines.

O objetivo era que ele virasse uma extensão das mansões dos seus passageiros.

E pelo menos um deles levou isso ao pé da letra: a milionária americana Clara Macbeth, que decidiu morar no navio.

Solitária e muito rica, ela trocou seu luxuoso apartamento na Quinta Avenida, em Nova York, por uma suíte bem lado elevador do Caronia (outra quase novidade na época), através do qual subia diretamente ao restaurante, sem precisar sequer caminhar.

Lá, sentava-se sempre a mesma mesa, e, em seguida, retornava a sua cabine.

Raramente passeava pelo navio, que, no entanto, transformara em sua casa.

Mesmo assim, Miss Macbeth conhecia o Caronia melhor do que qualquer marinheiro, já que viveu nele por 15 longos e consecutivos anos, emendando um cruzeiro no outro, sem desembarcar em porto algum.

Foi a mais longa permanência de um passageiro em um navio que se tem notícia.

Só com passagens, ela gastou cerca de 20 milhões de dólares, em dinheiro de hoje.

Miss Macbeth só retornava ao seu apartamento quando o Caronia era levado para o estaleiro, para manutenção e reparos.

Mas, tão logo ele voltasse à água, reembarcava.

E sempre na mesma cabine e na mesma mesa no restaurante.

Estima-se que ela tenha dado o equivalente uma dúzia de voltas ao redor do mundo, sem sair do navio – e de ter somado mais horas de navegação do que os seus próprios comandantes do Caronia.

Não era mais considerada uma passageira.

Era uma residente.

A primeira do gênero.

E, como tal, com direito a regalias, como um convite especial para o mais exclusivo cruzeiro que o Caronia realizou, em 1953, para a posse da Rainha Elizabeth, na Inglaterra – e nem assim ela desembarcou.

Mas tamanha fidelidade de uma passageira para lá de especial não foi suficiente para salvar o navio da bancarrota.

Nos anos de 1960, com a popularização dos aviões a jato, os transatlânticos perderam a primazia nos transportes de pessoas, a Cunard entrou em séria crise financeira e decidiu vender o Caronia.

Mas isso só aconteceu depois que Miss Macbeth, já bastante doente, foi obrigada a abandonar a vida a bordo e voltar a viver em Nova York.

Uma década depois, o empresário americano que comprou o Caronia resolveu aposentá-lo de vez e pôs à venda, através de um leilão em Nova York, todo o mobiliário do navio.

Quem arrematou parte dos móveis foi um comerciante interessado em abrir um restaurante na cidade.

Em 1974, o estabelecimento foi inaugurado na Quinta Avenida – bem em frente ao apartamento de Clara Macbeth.

Mas ela não chegou a frequentar o restaurante, nem testemunhou o triste fim do seu querido navio.

Poucos meses antes de o Caronia ser desmanchado – e quando já havia até mudado de nome -, Miss Macbeth embarcou em sua derradeira viagem, e não mais a bordo do navio que tanto amava.

Já a sua mesa, continuou lá, no restaurante, à sua espera.

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A intrigante história do mais famoso mistério do mar

A intrigante história do mais famoso mistério do mar

Não há enigma mais intrigante nos mares do planeta do que o destino que tiveram os tripulantes do barco americano Mary Celeste, encontrado à deriva, sem ninguém a bordo, mas em perfeito estado, no meio do Atlântico, em dezembro de 1872.

Quando ele partiu de Nova York, rumo a Gênova, na Itália, levava uma carga de mais de mil barris de álcool e dez pessoas a bordo, incluindo a família (mulher e uma filha pequena) do seu comandante, Benjamin Briggs, um experiente capitão. Mas jamais apareceu sobrevivente ou corpo algum dos seus ocupantes.

É praticamente certo que eles tenham abandonado o barco, já que a única coisa que não estava a bordo era o bote salva-vidas e alguns instrumentos de navegação.

Mas, por que teriam feito isso se, mesmo ao ser encontrado, o Mary Celeste ainda estava em condições de navegar?

E por que trocar um barco grande e seguro por um bote pequeno e arriscado em pleno oceano?

As perguntas sempre foram bem mais numerosas do que as respostas neste caso realmente intrigante e que desafia os velhos marinheiros há quase um século e meio.

Muitas teorias já foram desenvolvidas, mas jamais houve uma explicação conclusiva para o que teria acontecido a bordo do Mary Celeste, entre os dias 24 de novembro (data do último registro no seu diário de bordo, após ele passar ao largo de uma das ilhas dos Açores) e 5 de dezembro de 1872, quando foi localizado por outro barco, o Dei Gratia, que fazia a mesma rota.

E, muito provavelmente, jamais se saberá.

O que se sabe de concreto é que o Mary Celeste partiu de Nova York em 7 de novembro e, a julgar pelos registros no seu livro de bordo, vinha fazendo uma viagem tão tranquila quanto o estado do mar à sua volta.

Até que foi encontrado boiando vazio, com quase todas as velas arriadas, mas em perfeito estado e sem nenhum sinal aparente de problema, exceto alguns detalhes intrigantes.

Um deles é que a carga de álcool estava praticamente intacta, mas nove barris jaziam vazios – teriam vazados ou sido consumidos?

Outro detalhe é que havia água e comida em boa quantidade – por que trocar um barco abastecido por um simples bote no deserto de um oceano?

Todos os pertences dos ocupantes também permaneciam a bordo, o que significa que eles teriam partido às pressas – mas, por qual motivo?

E as velas quase todas recolhidas também indicavam que o Mary Celeste fora propositalmente parado no meio do mar, possivelmente para que os ocupantes desembarcassem – mas por que a tripulação abandonaria um barco que ainda podia navegar?

Também havia um pouco de água empoçada dentro dos porões, mas poderia ser obra da chuva ou mesmo do mar, depois que o barco ficou à deriva.

E havia também um cabo partido, boiando na popa do barco, como se tivesse rompido ao rebocar algo – seria o bote salva-vidas levando os ocupantes a reboque?

Neste caso, o que de tão grave teria acontecendo no Mary Celeste a ponto de ninguém poder permanecer a bordo?

Cada uma destas perguntas gerou uma tese diferente para tentar explicar um mistério que, até hoje, não tem solução.

Uma delas pregava que o capitão Briggs fora vítima de um motim a bordo.

Ao repreender a tripulação, que estaria bebendo parte da carga (daí os barris vazios de álcool), ele teria sido morto e atirado ao mar, junto com a mulher e a filha.

Em seguida, temendo serem descobertos, os amotinados teriam abandonado o barco, com o bote, mas acabaram engolidos pelo mar, mais tarde.

Contra esta teoria, pesa o fato de que não havia sinais de violência a bordo, mas nem isso pode ser garantido.

Outra tese apregoou um simples ataque de pirataria e – quem sabe? – vindo do próprio barco que supostamente “encontrara” o Mary Celeste, o Dei Gratia.

Como ambos faziam a mesma rota, o Dei Gratia teria perseguido o Mary Celeste e o atacado, para que sua tripulação recebesse o dinheiro pago a quem encontrasse um barco “abandonado”, conforme as regras da época.

Esta foi a principal teoria do inquérito que se seguiu ao mistério.

Tanto que capitão do Dei Gratia, que rebocou o Mary Celeste até o porto de Gibraltar, como forma de pleitear o prêmio, só recebeu um sexto do valor do resgate, mesmo tendo sido absolvido por falta de provas.

Por outro lado, o capitão do Dei Gratia e Briggs eram tão amigos que até jantaram juntos, na véspera da partida do Mary Celeste.

Teria ele tido coragem de trair o amigo?

Já as demais teorias de pirataria logo foram descartadas, porque tanto a carga quanto os pertences estavam intactos.

Mas há uma terceira hipótese e ela estaria ligada a um eventual risco de explosão a bordo do Mary Celeste: uma onda teria derrubado alguns tonéis de álcool (os tais barris vazios) e o vazamento do líquido inflamável colocara em pânico a tripulação, que, precipitadamente, julgou que o barco explodiria e o abandonou – o que explicaria o cabo partido na popa do Mary Celeste.

Ele teria sido usado para manter o bote salva-vidas atado ao barco, com todos os tripulantes, mas rompera (ou soltara…), fazendo com que o Mary Celeste fosse embora (já que, na pressa, nem todas as velas foram arriadas) e o bote, sem remos, não pudesse mais alcançá-lo.

É uma hipótese bem plausível.

Mas, desde aquela época, impossível de ser comprovada.

O mistério do Mary Celeste logo correu toda a Europa e até inspirou o escritor escocês Artur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, a fantasiar ainda mais a história, transformando-a na de um “navio-fantasma”.

Era o que faltava para o mais famoso enigma dos oceanos virar, também, lenda.

A lenda do barco sem ninguém a bordo.

Nos anos seguintes, o verdadeiro Mary Celeste mudou várias vezes de dono e de nome, porque ninguém queria navegar num barco tido como “maldito”.

Até que, em 1885, foi comprado por um comandante falido, que decidiu afundá-lo de propósito, para receber o dinheiro do seguro.

E assim ele o fez, em algum ponto desconhecido do Caribe.

Por mais de um século, nem o derradeiro paradeiro do Mary Celeste foi sabido.

Até que, em 2001, uma expedição financiada pelo escritor de aventuras Clive Cussler garantiu ter localizado seus restos, afundados na costa do Haiti.

Mas o Caribe tem tantos naufrágios que a informação foi contestada e jamais comprovada.

Nem isso se soube sobre o destino daquele misterioso barco.

A história do Mary Celeste jamais teve (ou terá…) um final.

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O obstinado caçador de um tesouro jamais encontrado

O obstinado caçador de um tesouro jamais encontrado

Entre as muitas histórias de supostos tesouros que teriam sido escondidos no litoral brasileiro, nenhuma é mais famosa – nem devotou tanto empenho em encontrá-lo – do que a que envolve o Saco do Sombrio, na ilha de Ilhabela, no litoral de São Paulo.

Sobretudo por um obstinado aventureiro: o engenheiro belga, radicado no Brasil, Paul Ferdinand Thiry.

Durante 40 anos, de 1939 até morrer, em 1979, Thiry pesquisou, estudou e escarafunchou, sozinho, uma das partes mais inóspita da maior ilha do litoral paulista, em busca da solução de um enigma, que, segundo ele, levaria a um tesouro ali escondido na primeira metade do século 19.

Mas Thiry morreu sem encontrá-lo, embora tenha descoberto uma intrigante série de marcos esculpidos nas pedras, que só poderiam ter sido feitos por mãos humanas.

E quem faria aquelas marcas se não fosse para indicar algo?

Thiry jamais teve dúvidas disso.

Se a busca por um tesouro em tempos modernos soa infantil demais para ser real, aquela desconcertante série de marcos encontrados por Thiry sempre deixaram encafifados até os céticos.

Segundo o belga, o que ele procurava no isolado saco do Sombrio, na parte mais erma da ilha – e que permanece assim até hoje -, era nada menos que parte do lendário Tesouro de Lima, tirado pelos espanhóis da América do Sul, em 1821.

A hipótese defendida por Thiry era a de que a tripulação do navio que transportava aquelas riquezas teria se apoderado da carga e a escondido em uma ilha da costa brasileira, que ele nunca duvidou que fosse Ilhabela – embora, por aqui, a história tenha se tornado mais conhecida como o Tesouro da Trindade, em alusão a mais remota ilha do litoral brasileiro, o que Thiry sempre discordou com veemência.

Thiry era um jovem engenheiro que trabalhava nas obras de saneamento no Rio de Janeiro, quando leu uma reportagem sobre o tal Tesouro da Trindade. E ficou fascinado.

A aventura estava no seu sangue.

Seu pai, que o trouxera para trabalhar no Brasil, fora o primeiro homem a escalar o morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, durante estudos para implantação dos bondinhos.

Mas Thiry também era meticuloso e disciplinado. Além de muito inteligente e quase matemático.

Durante dez anos, ele pesquisou a fundo aquela história.

Mas ficou particularmente intrigado porque, em alguns papéis, a identificação da suposta ilha aparecia como “chamada Trindade”.

Aquele “chamada Trindade” o deixou intrigado.

Se a ilha fosse realmente a de Trindade, por que não chama-la pelo próprio nome?

A menos que a ilha fosse outra…

Partindo dessa premissa, Thiry passou a procurar outras ilhas na costa brasileira que tivessem as mesmas características.

Entre elas, “uma grande baía abrigada, cascatas e montanhas”, segundo um dos documentos que ele pesquisou.

Thiry concentrou-se particularmente na figura geométrica, em forma de trapézio, que decorava um mapa da tal ilha.

Ele também continha uma enigmática inscrição, com traços que lembravam letras, números e desenhos, que, quando lidos rapidamente, davam a entender a palavra “G-Bay”.

Seria uma abreviatura de “Baía Grande”, quando traduzida para o português?

Para ele, que já havia intuído que a menção a Trindade poderia ser um mero disfarce, parecia claro que havia um enigma – inclusive matemático, a julgar pelo tal trapézio desenhado – a ser decifrado.

E começou a fazer cálculos aleatórios.

Num deles, pegou a distância que separa a Ilha de Trindade do continente brasileiro, 647 milhas náuticas, e a converteu em arcos, sendo que cada arco corresponderia a um minuto nas coordenadas de um mapa da costa brasileira.

O resultado apontou para uma região repleta de ilhas e isso passou a fazer algum sentido.

Depois, intuiu que as cifras dos tesouros mencionados em alguns documentos, “entre 3 e 5 milhões”, também pudessem significar outra coisa que não valores, e conjecturou que os números “3” e “5” poderiam ter a ver com a localização da ilha.

Em seguida, olhando atentamente para o tal desenho “G-Bay” estilizado em um dos mapas, ele visualizou, nos traços rebuscados da letra “B”, quatro números disfarçados: “2”, “3”, “5” e “2”, respectivamente. E se eles indicassem uma coordenada?

Quem sabe 23º52´?

Thiry pegou um mapa e, exatamente naquelas coordenadas, apareceu Ilhabela.

E aquela ilha também tinha um formato que lembrava vagamente um trapézio.

E também uma grande baía, chamada Castelhanos, nome que obviamente tinha tudo a ver com espanhóis.

Também possuia grandes morros e cachoeiras.

Para Thiry, eram coincidências demais para serem apenas isso.

Mas, a princípio, só ele acreditou que tudo aquilo fazia algum sentido.

Como Thiry não tinha recursos para bancar uma expedição exploratória, pediu ajuda a Marinha do Brasil.

E conseguiu.

Em 1949, um navio da corporação partiu do Rio de Janeiro, levando Thiry e um grupo de marinheiros, dispostos a pesquisar o Saco do Sombrio.

A base das buscas eram complicados mosaicos de triângulos superpostos, que Thiry desenvolvera a partir das leis da trigonometria, e que aplicaria sobre a geografia da grande baía da ilha.

Para ele, mais excitante do que achar um tesouro era solucionar aquele enigma matemático, que garantia existir por trás daquela história.

A quem duvidasse do seu complexo raciocínio, Thiry apenas dizia que quem não conhecesse matemática a fundo jamais entenderia mesmo.

Para os que acompanhavam o belga naquela expedição, foi preciso boa dose de imaginação e resignação.

Ele estava determinado a provar que aquela era a ilha do tesouro.

Naquela época, o saco do Sombrio não passava de um esquecido portinho de pescadores, onde viviam cinco famílias caiçaras e uma abnegada professora.

Mesmo hoje, não é muito diferente disso.

Uma densa vegetação, repleta de escorpiões, jararacas e outros bichos peçonhentos, cobria a íngreme topografia do lugar, escondendo também sorrateiros abismos, que despencavam direto no mar.

Além disso, a área era enorme e repleta de reentrâncias, que podiam muito bem esconder qualquer coisa.

Buscar um tesouro ali, que nem o próprio Thiry intuía de qual tamanho seria, era como procurar uma conchinha específica em uma praia a perder de vista.

Mas Thiry acreditava que a encontraria.

Mais tarde, após perder a ajuda da Marinha, que se retirou do projeto após o malogro de duas expedições ao local, Thiry, sozinho, conseguiu delimitar a área onde, segundo ele, repousaria o tesouro.

Também traçou um segundo triângulo, bem menor que o primeiro, em cujo centro haveria de haver um marco.

Adivinhação?

Para ele, não.

O que Thiry dizia estar fazendo era pura aplicação da ciência àquela busca meio absurda.

Ele garantia estar empregando as mesmas fórmulas científicas que teriam sido usadas pela mente superior que camuflara aquele tesouro, um século antes, debaixo de complicados enigmas matemáticos, que teriam que ser obrigatoriamente decifrados por quem almejasse encontrá-lo.

Do contrário, restaria apenas contar com a sorte, o que – isto sim! – Thiry pouco acreditava.

Sua principal ferramenta era a sua brilhante capacidade de fazer cálculos matemáticos precisos.

Difícil era acompanhar o seu raciocínio.

E ainda mais acreditar que apenas contas e números pudessem levar a algo de concreto, no meio daquela mata fechada.

Nisso, praticamente ninguém acreditava.

Até que, um dia, coincidência ou não, os cálculos de Thiry o fizeram topar com uma pedra cercada por outras, formando um círculo quase perfeito.

E nela havia três letras esculpidas: um “G”, um “M” e um “J”, além de um visível coração.

Coisa de namorados apaixonados?

Pouco provável naquele fim de mundo ainda selvagem, nos anos 1950.

Até porque, ao lado do tal círculo, havia uma espécie de pirâmide, formada por pedras cuidadosamente empilhadas.

Thiry ficou eufórico.

Para ele, aquele era o marco central do enigma, simbolicamente indicado pelo desenho do coração, “órgão central da vida”, explicou.

A partir dali, segundo ele, surgiriam outros marcos, até dar no tesouro.

E não é que surgiram mesmo, sempre nas interseções dos tais triângulos matemáticos traçados?

No total, ao longo das três décadas que passou fazendo buscas no saco do Sombrio (primeiro, auxiliado por um de seus filhos; depois, por um amigo, o advogado paulista Osmar Soalheiro), Thiry encontrou mais de 20 marcos – para ele, provas cabais de que estava no local certo.

Mas ele não conseguiu avançar na sua busca obstinada.

Em 1979, aos 74 anos de idade, Thiry morreu, ainda cercado pela incredulidade, mas com a admiração dos que o conheceram bem.

Como o próprio Soalheiro, que seguiu adiante com as buscas.

“Antes de conhecer Thiry, eu também o julgava um maluco” – disse, certa vez, Soalheiro.

“Mas, com o tempo, não só me convenci de que ele era mentalmente sadio, como dono de uma inteligência superior”.

Soalheiro, no entanto, só encontrou mais alguns marcos na mata, embora tenha vasculhado a ilha durante anos a fio, até também morrer, em 2011 – sem encontrar o tal tesouro.

No total, Thiry e Soalheiro perseguiram tesouro do Saco do Sombrio durante meio século.

Nada encontraram, a exceção dos tais intrigantes marcos, que estão lá até hoje.

A hipótese mais provável é que, se algo foi escondido ali, já teria sido recolhido – talvez pela mesma pessoa que o escondeu.

Ou não…

Uma história, portanto, até hoje sem um final.

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A caravela com um tesouro a bordo que foi parar no deserto

A caravela com um tesouro a bordo que foi parar no deserto

Em 1º de abril de 2008, quando vasculhavam o fundo de uma antiga lagoa que secara, por conta do recuo do mar, na costa da Namíbia, no litoral da África, geólogos da maior empresa de diamantes do mundo, a De Beers, encontraram algo bem mais valioso do que as pedras preciosas que buscavam.

Encontraram os restos soterrados de uma caravela portuguesa do século 16, contendo lingotes de cobre, presas de marfim e nada menos que 2 333 moedas de ouro.

E foram aquelas moedas que permitiram identificar a nau como sendo a caravela Bom Jesus, que partira de Lisboa, em 1533, rumo à Índia, levando bens que seriam trocados por mercadorias.

Mas a Bom Jesus não passou da costa africana.

Ali, ela afundou dentro de uma baía, que, mais tarde, por conta dos caprichos das marés, recuou até secar por completo, hoje dentro dos limites de uma das maiores e mais protegidas minas de diamantes do mundo – razão pela qual os restos da histórica caravela ficaram protegidos, seguros e intactos por quase cinco séculos.

Contribuiu, também, para a preservação da embarcação, o fato de, ao contrário do esperado, seus restos não estarem debaixo d´água e sim soterrados na areia seca do que se tornaria, com o recuo do mar, uma extensão do grande deserto da Namíbia, que avança até o litoral.

A areia quente e seca do deserto ajudou a preservar o barco soterrado, que só foi descoberto, acidentalmente, quando os geólogos a prospectar o solo, em busca de jazidas de diamantes.

Para ele, foi um achado tão surpreendente quanto curioso, já que não precisaram sequer molhar os pés para encontrar um barco naufragado.

Bastou cavar um pouco, para achar algo bem mais valioso do que diamantes.

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“Livro fantástico, mais que recomendado”
Márcio Bortolusso, documentarista e explorador

Foto: Reprodução ncultura.pt

 

Onde os navios vão para morrer: como é o maior cemitério de navios do mundo

Onde os navios vão para morrer: como é o maior cemitério de navios do mundo

A cada ano, em todo o mundo, cerca de 700 grandes navios, entre cargueiros, petroleiros, porta-conteinêres e ex-luxuosos transatlânticos de passageiros, são desativados, desmantelados e transformados em sucata.

Contudo, mais da metade deles acabam os seus dias num só lugar: uma pobre e lamacenta praia da Índia, chamada Alang, dona do maior desmanche naval do planeta – e que, por isso mesmo, é considerada o maior cemitério de navios do mundo.

Quase que diariamente, velhos navios chegam a Alang para serem desmanchados, reciclados e vendidos como ferro-velho – um serviço necessário e economicamente útil, não fosse a forma como ali isso é feito: manualmente, por milhares de trabalhadores quase escravizados, que ganham uma ninharia para demolirem navios inteiros apenas com as próprias mãos.

O que os pobres trabalhadores dos estaleiros de Alang fazem beira o inacreditável.

Dependendo do tamanho do navio, o prazo para ele desaparecer por completo varia entre um mês e um ano, devorado pelas ágeis mãos dos trabalhadores de Alang, que atuam feito formigas – isoladamente, cada um deles pouco ou nada poderia fazer frente a hercúlea tarefa de desmontar um navio inteiro, mas, juntos, operam um fenômeno.

Vão devorando o navio aos poucos, até que não sobra nada – só toneladas de placas e peças de aço.

O serviço começa com o encalhe proposital dos navios na praia.

Os estaleiros aproveitam as marés mais altas para arremessar os navios na direção da praia, até que eles encalhem no fundo raso e lamacento de Alang.

Quanto mais perto da areia ele ficar, mais fácil será o trabalho de desmanche, porque encurtará a distância que os trabalhadores terão que cumprir entre o barco e o depósito, trazendo, no braço, todas as partes desmontadas do navio.

Ainda assim, quando a maré baixa, os navios ficam encalhados a centenas de metros dos depósitos, e o caminho entre uma coisa e outra vira um penoso lamaçal que dificulta ainda mais a mobilidade dos trabalhadores.

Uma simples placa de aço de meia dúzia de metros quadrados pesa cerca de meia tonelada, mas, ainda assim, é carregada, nos ombros, por uma dezena de trabalhadores, chafurdando na lama, do navio até o depósito.

São como escravos. Um trabalho insano, pago com migalhas de rúpias indianas.

Na média, um trabalhador de Alang recebe o equivalente a menos de R$ 15,00 por dia, para 14 horas seguidas de trabalho.

Mesmo assim, sobram candidatos vindos de outras áreas da região da Índia, o que explica porque quase 90% da população de Alang é masculina.

Cerca de um terço deles são meninos, entre 15 e 17 anos de idade, que recebem menos ainda – embora trabalhem igual aos adultos.

As frouxas leis trabalhistas nos estaleiros de Alang sempre geraram, e continuam gerando, reclamações e protestos no mundo inteiro.

“Alang é um bom exemplo do que de pior a globalização pode trazer para a humanidade”, diz um defensor das questões trabalhistas do setor. “É para onde as nações desenvolvidas mandam o seu lixo, que, hipocritamente, julgam que irá ajudar os países mais pobres a se desenvolverem”.

Por conta da mão de obra baratíssima – e do fato de que praticamente tudo é feito, literalmente, a mão -, o desmanche de um navio em Alang chega a custar cem vezes menos do que na Europa, o que explica a quantidade de navios que são enviados para lá.

Um deles foi o lendário porta-aviões brasileiro Minas Gerais, durante décadas o maior e mais famoso navio do Brasil.

Tudo o que é retirado dos navios é vendido ali mesmo, o que torna as ruas de Alang uma interminável sucessão de ferros-velhos, visitados por compradores do mundo inteiro.

É um negócio que fomenta muito dinheiro, mas apenas para os donos dos estaleiros – os mesmos que não costumam permitir fotografar nem filmar os trabalhadores, para que não fique documentado a forma precária como eles trabalham.

Poucos usam luvas e capacetes e quase todos vestem sandálias de borracha, em vez de botas adequadas.

Os operadores de maçaricos, instrumento básico na atividade, passam o dia desviando das faíscas que pulam das chapas de aço, sem, muitas vezes, sequer óculos de proteção.

Em caso de acidente, algo tragicamente frequente em Alang, o hospital mais próximo fica a mais de 50 quilômetros de distância. E, quase sempre, não é possível socorrer o acidentado a tempo.

“Da maneira como é feito em Alang, o desmanche manual de navios é uma das atividades potencialmente mais perigosas do mundo”, garante um técnico da Ong NGO Shipbreaking Plataform, especializada nas questões trabalhistas e ambientais nos desmanches de navios.

O desmanche de navios em Alang começou em 1983, quando o governo indiano decidiu criar empregos para os trabalhadores pouco qualificados da região.

Mas, com a consequente exploração explícita dos trabalhadores pelos estaleiros, acabou se transformando em um problema social, que parece não ter solução.

Na praia, quando acabam os turnos dos trabalhadores, as poucas mulheres de Alang entram em ação e saem vasculhando a areia, em busca de sobras de peças e pedacinhos de aço soterrados.

Mas quase sempre acabam não levando nada para casa, porque a atividade é proibida e os guardas dos estaleiros confiscam tudo o que elas coletam.

A miséria e a exploração imperam em Alang. Em todos os aspectos.

E não é só a questão social que incomoda.

Da forma precária e primitiva como os desmanches de navios são feitos em Alang, os impactos ambientais também preocupam.

Antes de serem desmanchados, os navios não são devidamente descontaminados.

O máximo de cuidado que os estaleiros tomam é mandar os trabalhadores esvaziarem os tanques de combustível, a fim de evitar explosões quando forem acionados os maçaricos.

Com isso, vazamentos de resíduos na praia são comuns e os trabalhadores ainda têm que lidar com materiais tóxicos, como o amianto, comprovadamente causador de câncer, presente nos navios mais antigos.

Mas os resignados trabalhadores braçais de Alang não reclamam.

Todos os dias, de domingo a domingo, eles precisam ganhar o bastante para ter o que comer no dia seguinte, quando um novo navio chegará à praia para ser devorado por eles, com a mais rudimentar das ferramentas: as suas próprias mãos.

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