Uma tragédia seis vezes pior que a do Titanic

Uma tragédia seis vezes pior que a do Titanic

O mais famoso naufrágio da História, o do Titanic, matou mais de 1 500 pessoas. Mas não foi o pior de todos os tempos. Em número de vítimas, o do navio alemão Wilhelm Gustloff foi seis vezes mais trágico.

Inacreditáveis 9 300 pessoas (possivelmente mais) morreram quando ele foi a pique, em 30 janeiro de 1945, na reta final da Segunda Guerra Mundial, ao ser torpedeado por um submarino russo, no mar Báltico.

Na ocasião, o Wilhelm Gustloff estava abarrotado de civis alemães evacuados da atual Polônia, e de soldados nazistas feridos naqueles derradeiros dias da Guerra.

Dos estimados 10 500 ocupantes do navio (o número exato jamais foi sabido), apenas 1 200 sobreviveram a tragédia, que, até hoje, poucos conhecem.

Tudo começou no porto da atual cidade polonesa de Gdansk, onde uma ansiosa multidão aguardava a chegada do navio, porque o exército russo estava se aproximando rapidamente.

Quando o Gustloff atracou, foi impossível controlar a invasão do navio. Todo mundo queria escapar dali. Estava previsto que ele levaria 6 000 pessoas. Entraram mais de 10 000 – estima-se que quase metade mulheres e crianças.

Todo mundo sabia aquela travessia até Kiel seria de alto risco, por conta dos submarinos russos que costumavam patrulhar as geladas águas do Báltico. Tanto que o Gustloff ganhou a escolta de um torpedeiro. Mas foi muito pior que isso.

Em tempos de guerra, os navios navegavam com todas as luzes apagadas, para não serem avistados pelos inimigos. Mas, temendo um acidente, já que uma frota de navios se aproximava no sentido contrário, a junta de quatro oficiais que o comandava o Gustloff decidiu não fazer isso.

O resultado foi que o grande navio foi facilmente visto por um submarino russo, que disparou quatro torpedos. Eram nove da noite de uma congelante noite de inverno. E início de uma tragédia de proporções inéditas.

O Wilhelm Gustloff levou menos de uma hora para afundar por completo. E, por conta da superlotação, não havia botes salva-vidas para todos.

Além disso, pouquíssimos botes foram baixados ao mar, porque boa parte dos marinheiros que sabiam manuseá-los ficaram presos nos conveses inferiores, que, por ordem da junta de comandantes, foram trancados para tentar conter a inundação do navio.

Sem alternativa, a maioria dos passageiros se atirou no mar, apesar da água congelante. Quase todos morreram afogados, vítimas de hipotermia, deixando um horripilante rastro de corpos na água.

O navio torpedeiro que escoltava o Gustloff rapidamente pediu ajuda. E logo chegaram mais barcos alemães. Mas o submarino voltou a atacar e todos os navios que fariam o resgate das vítimas partiram, decretando o triste fim dos já poucos sobreviventes do navio que ficou conhecido entre os alemães como o “Titanic de Hitler” – uma tragédia que, ao contrário da que acometeu o mais lendário dos transatlânticos, foi praticamente ignorada pela História.

A grande volta ao mundo com o menor dos barcos

Quando decidiu construir um barquinho (um “barquinho” de fato, de apenas 11 pés e 10 polegadas ou míseros 3,6 metros de comprimento), o francês radicado na Austrália e que já havia vivido no Brasil na infância, Serge Testa não tinha se¬quer um projeto no papel. Só a...

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Como três jovens velejadores saíram para cruzar o oceano e acabaram na cadeia

Como três jovens velejadores saíram para cruzar o oceano e acabaram na cadeia

No início do ano passado, três jovens inexperientes velejadores brasileiros (o gaúcho Daniel Guerra e os baianos Rodrigo e Daniel Dantas, que apesar da mesma origem e sobrenome não são parentes) responderam ao anúncio de uma empresa de transporte de barcos que buscava mão de obra para ajudar a levar um veleiro inglês de 72 pés de comprimento, o Rich Harvest, do Brasil para a Europa. Junto com os candidatos, iriam um comandante e o próprio dono do barco, o inglês George Saul, mais conhecido pelo apelido “Fox”. Mas, na última hora, Fox, espertamente, caiu fora e não fez a viagem.

Coube, então, apenas aos quatro tripulantes conduzir o barco de volta à Europa, com uma quantidade inédita de cocaína pura escondida no fundo do casco, cuja existência, no entanto, eles sempre alegaram completo desconhecimento – algo bem mais fácil de compreender quando se conhecem alguns aspectos desta sórdida história.

Tudo começou dois anos e meio atrás, em maio de 2016, quando o Rich Harvest foi levado pelo próprio dono do barco para um estaleiro em Salvador, para reformas. A obra incluiu a construção de um grande reservatório no fundo do casco, que, segundo Fox disse ao dono do estaleiro, serviria para armazenar mais combustível.
Quando a obra ficou pronta, Foz navegou com o barco até a costa do Espírito Santo e ali, secretamente, abasteceu o tal tanque extra do barco, que ficava debaixo até das camas, com um alçapão secreto e tapado com cimento, com exatos 1 157 quilos de cocaína, acondicionados em 1 063 pacotes e avaliados em mais de R$ 800 milhões.

Na mesma época, Fox publicou o anúncio, recrutando velejadores. Daniel Guerra e os baianos Rodrigo e Daniel se candidataram na hora. Queriam ganhar experiência em navegação, somar milhas náuticas no currículo e, ainda por cima, realizar o sonho de atravessar o Atlântico com um barco. Os três foram rapidamente aceitos. Mais tarde, Fox contratou também o francês Oliver Thomas para comandar o barco naquela viagem.

Logo após a partida, durante uma escala em Natal, a ingênua tripulação do Rich Harvest recebeu a visita da Polícia Federal, que foi averiguar uma denúncia de que havia drogas escondidas no barco. Durante uma manhã inteira, os agentes, com a ajuda até de um cão farejador, vasculharam o interior do veleiro. Mas nada encontraram. Os brasileiros, que haviam ficado assustados com aquela vistoria, respiraram aliviados. Se nem a polícia encontrou nada de errado no barco, não havia por que ficarem preocupados. E seguiram viagem, rumo ao outro lado do Atlântico, com uma verdadeira fortuna em cocaína escondida bem debaixo dos seus pés.

Porém, a travessia do Atlântico foi uma pavorosa sucessão de problemas mecânicos no velho barco. O motor esfumaçava a cabine inteira, o gerador não ligava e até o telefone via satélite parou de funcionar. Com o veleiro se desmantelando, 18 dias depois, ao constatar que estava em vias de perder também o leme, o comandante francês resolveu ignorar as instruções do dono do barco para que não fizessem nenhuma parada no caminho e fazer uma escala não prevista em Cabo Verde, para tentar consertar o barco.

Tal qual ocorrera em Natal, a polícia de Cabo Verde também fora informada de que havia drogas escondidas no barco e, desta vez, as encontrou. O comandante e o brasileiro Daniel Guerra, que estavam dentro no veleiro no instante de chegada da polícia, foram presos na hora, por tráfico internacional de entorpecentes. Os outros dois brasileiros, em seguida, pelo mesmo motivo. Todos os quatro foram unânimes em afirmar que não sabiam da droga escondida e que haviam sido enganados pelo inglês Fox – que, a partir daí, sumiu e se tornou foragido.

Meses depois, os três brasileiros e o comandante francês foram julgados e condenados, em um julgamento repleto de absurdos. A começar pelo fato de que o juiz não quis ouvir as testemunhas de defesa dos brasileiros, ignorou o inquérito da Polícia Federal Brasileira que inocentava os quatro rapazes, e não reconheceu a responsabilidade do dono do barco no episódio. Eles, então, foram encarcerados, situação que dura até hoje.

É certo que os jovens brasileiros foram ingênuos em continuar a bordo de um barco sabidamente investigado por tráfico de drogas, sobretudo depois de seu proprietário ter dado no pé. Faltou sagacidade para intuir que algo não cheirava bem naquela história, a despeito da irresistível vontade dos três em fazer a travessia do Atlântico.

Também foram imprudentes ao embarcar num barco em estado claramente precário – com o veleiro naquele estado, se não fossem presos e impedidos de seguir viagem, talvez nem sobrevivessem àquela desastrosa travessia. Ou seja, os brasileiros incorreram em muitos erros, alguns deles próprios da imaturidade. Mas sempre afirmaram total inocência.

Por reconhecer isso, logo em seguida, a Polícia Federal Brasileira pediu a captura internacional do dono do barco e seus sócios. Robert Delbos, um deles, foi preso dias depois, na Espanha – onde, no momento, aguarda a extradição para o Brasil. E Fox em seguida, na Itália – mas este não chegou a ser extraditado. Uma bobeada da Justiça brasileira, que deixou vencer o prazo da prisão temporária, devolveu a liberdade ao inglês. Que, no entanto, agora está sendo novamente procurado.

O final desta história ainda não existe. E enquanto aguardam a análise de um recurso que pede um novo julgamento, os três brasileiros seguem amargando infelizes dias na cadeia, agora vítimas de outro malfeitor: o sistema de Justiça de Cabo Verde.

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A boia que quase os matou de curiosidade

A boia que quase os matou de curiosidade

Nos idos de 1960, quando eu morava no Rio de Janeiro e tinha uma lanchinha de 24 pés, costumava pescar com meus primos nas ilhas diante da cidade. E sempre víamos muita coisa boiando no mar: garrafas, sacos plásticos, caixotes, troncos de árvores… Certa vez, tive até que desviar de um boi morto.

Mas o mais curioso foi o que aconteceu durante uma saída de caça submarina nas Ilhas Cagárras, num sábado de 1964. Nós estávamos nos preparando para cair na água, quando vimos, a certa distância, um objeto escuro boiando no mar.

Embora estivéssemos acostumados a ver coisas estranhas flutuando na água, aquele objeto em particular chamou a nossa atenção. E resolvemos nos aproximar dele com a lancha. Era uma espécie de boia em forma de cone, totalmente coberta de cracas, o que mostrava que ela estava na água há muito tempo. Atada a ela havia um cabo rompido, com mais ou menos uns 20 metros de comprimento. E, na parte de cima, uma espécie de caixa metal, presa à boia por meia dúzia de parafusos.

Fiquei ainda mais intrigado com aquela caixa e resolvi trazer a boia para o barco, para ver o que havia dentro dela. Juntamos nossas forças e puxamos a bicha para dentro da lancha. Como era de se esperar, frente ao estado da boia, os parafusos estavam totalmente enferrujados e engripados. Peguei, então, um martelo e comecei a marretar os parafusos (blém, blém, blém…), até que, aos poucos, depois de muitas vigorosas cacetadas, eles foram afrouxando.

Por fim, a tampa da caixa abriu e revelou o que havia no seu interior: um aviso, escrito em inglês, com letras vermelhas. Dizia: “Danger! Explosive Setlement” (“Perigo! Artefato Explosivo”). Ou seja, era uma mina, dessas usadas para explodir navios! Uma bomba, que, segundos antes, eu marretava com todo vigor.

Ficamos parados, mudos, olhando um para o outro, sem sequer respirar mais forte.

Até que, passada a paralisia, fomos erguendo devagarzinho aquele grande cone de metal e o devolvemos suavemente ao mar, tomando o cuidado de empurrá-lo, com a ponta dos dedos, o mais longe possível da lancha.

Só quando julgamos que a distância já era suficientemente segura, ligamos o motor e caíamos fora, o mais rápido possível. Naquele dia, a pescaria foi cancelada.

Mais tarde, passada a tremedeira, concluímos que aquela mina já deveria estar desativada, porque não era possível que tivesse resistido a tantas marteladas.

Mas não deixava de ser curioso que um artefato como aquele, possivelmente ainda da Segunda Guerra Mundial, que havia terminado há quase 20 anos, viesse parar no mar do Rio de Janeiro, depois de ter atravessado o Atlântico inteiro à deriva – escapando dos navios, mas não da curiosidade de um grupo de paspalhos, que só depois de passada a tremedeira, deram muitas risadas.

História enviada pelo leitor Charles Templar

 

A grande volta ao mundo com o menor dos barcos

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A família catarinense que construiu um barco no telhado de casa

A família catarinense que construiu um barco no telhado de casa

O que este barco está fazendo em cima desta casa? Pergunte ao catarinense Marcelo Schurhaus, que, cinco anos atrás, teve a ideia de construir ele próprio um veleiro, já que não tinha dinheiro para comprar um pronto. E resolveu fazê-lo em casa mesmo, na pequena cidade de Guabiruba, no interior de Santa Catarina.
Até aí, nada demais – muita gente já construiu pequenos barcos no quintal de casa. O curioso foi o local que Marcelo escolheu para montar o seu “estaleiro doméstico”: em cima da laje da garagem, quase na altura do telhado da casa.

“Eu precisava de um local que, depois, permitisse o acesso de um guindaste, para remover o barco, quando ele ficasse pronto. E isso só seria possível na laje da garagem”, conta Marcelo, um engenheiro civil que trabalha como gerente de hotel, explicando a improvável escolha do local para construir o barco, o que, durante muito tempo, deixou encafifados os pacatos moradores de Guabiruba.

Que obra era aquela? Que estranha estrutura estava sendo montada sobre aquela laje, que nem de longe parecia ser mais um cômodo da casa?, se perguntavam os pouco mais de 1 000 habitantes do município.
O enigma deixou a vizinhança intrigada. Até que uma fileira de madeiras simetricamente cortadas foi ganhando a forma de um barco, com pouco mais de sete metros de comprimento. Estava nascendo o Konquest, como o veleiro de Marcelo foi batizado. “Porque foi uma conquista”, ele explica.

O veleiro levou cinco anos para ser construído, porque Marcelo fez tudo sozinho e só podia se dedicar a empreitada nos fins de semana, quando o trabalho de gerente de hotel permitia. “Comprei o projeto do barco por 400 dólares e fui construindo na medida que o tempo e dinheiro permitiam. No final, custou cerca de 150 mil reais, bem mais em conta do que se eu comprasse um barco novo e pronto. Ir contruindo aos poucos, na nossa própria casa, foi o que permitiu que o projeto vingasse”, diz Marcelo, que hoje se diverte navegando com a família nos finais de semana em Florianópolis, para onde o barco foi levado, quando finalmente ficou pronto, em fevereiro deste ano.

Mas o plano de fazer um barco caseiro – e daquele jeito – só deu certo porque Marcelo, hoje com 40 anos, sempre teve o apoio da esposa, Elisiane, de 38. “A única maneira de acessar a obra do barco era por dentro de casa e o casco ficava a pouco mais de um metro do fogão da cozinha”, recorda Marcelo, rindo.
Só o que não estava nos planos da família é que o início da obra coincidiria com o nascimento da primeira filha do casal, Sofia, hoje com 5 anos de idade. “Ela nasceu junto com o barco”, diz Marcelo.

Com o fim da obra, a laje agora vazia da garagem da casa dos Schurhaus deve ser usada para construir mais um quarto e ampliar a casa. Ou não… “Como eu e a Elisiane gostamos da experiência de construir um veleiro em casa, talvez, no futuro, a gente faça outro, um pouco maior, para morar nele. E, se decidirmos fazer isso, será do mesmo jeito, na mesma laje, que se mostrou perfeita para o trabalho”, completa Marcelo.

Salvo pelo cabo. E pelo sexto sentido do amigo

Salvo pelo cabo. E pelo sexto sentido do amigo

Depois de um bom tempo navegando no mesmo barco, os velejadores costumam desenvolver tamanha sensibilidade que, mesmo ao dormir, continuam atentos às mínimas oscilações na performance do casco.

Foi o que salvou o neozelandês Ben Pester, durante uma travessia do Pacífico, entre os Estados Unidos e a sua terra natal, em 1953.

O mérito, no entanto, não coube a ele e sim ao seu companheiro de viagem, o americano Peter Fox, que, este sim, podia dizer que navegava até enquanto dormia.

Pester e Fox estavam apenas na metade da longa travessia entre Galápagos e as Ilhas Marquesas, mas tudo corria bem a bordo do Tern II, um antigo veleiro de madeira de 39 pés sem nenhum equipamento de navegação, algo comum naquela época.

O Tern II não tinha rádio, nenhum eletrônico, sequer balsa ou coletes salva-vidas. A navegação era feita com sextante e a medição da velocidade através de um arcaico sistema que consistia num longo cabo preso na popa do barco, com uma espécie de girador de metal na ponta, o Walker Patent Log.

Ao girar, impulsionado pelo movimento do casco, ele indicava a velocidade do barco. Nada mais primitivo. Embora eficiente.

Pester e Fox também ignoravam outros equipamentos pessoais, como, por exemplo, cintos de segurança, que impedem que os ocupantes de um barco caiam no mar.

Pois foi exatamente o que aconteceu com o neozelandês, enquanto Fox dormia na cabine, depois de ter feito o seu turno no leme e entregue o comando do barco ao parceiro.

Ao atender a um chamado da natureza, na popa do barco, Pester se desequilibrou quando o veleiro galgou uma ondulação mais forte e caiu na água.

Mas o Tern II seguiu avançando, levado pelo vento, indiferente ao fato de que não havia mais ninguém no seu comando.

Cair no mar de um barco em movimento é a pior coisa que pode acontecer a navegador solitário, como, naquele momento, Pester estava.

Sua primeira reação foi berrar pelo companheiro, mas o vento e as ondulações do oceano levaram sua voz para o outro lado.

Em seguida, ele tentou nadar na direção do barco, mas os bons ventos empurravam o veleiro a consistentes seis milhas por hora, como bem indicava o Walker Patent Log, que ele checara instantes antes de deixar o posto de comando para aquele desastrado tombo.

Sim, o cabo!

Foi quando Pester se lembrou daquela engenhoca que havia a reboque no barco.

Bastava, portanto, nadar apenas até ela, não até o casco.

]Ele, então, saiu dando vigorosas braçadas na direção da popa do Tern II, até ver a peça de metal girando na água, esticou o braço e agarrou o cabo, com toda a força que tinha.

O veleiro deu um pequeno tranco. Mas o bastante para o inconsciente de Fox, que descansava em estado de eterna vigília na cabine, detectar algo de irregular no avanço do barco.

Ele pulou da cama e correu para o lado de fora, onde viu o leme vazio e o companheiro firmemente agarrado ao cabo, sendo arrastado.

Ao voltar a bordo, o neozelandês abriu uma garrafa de rum. Ele tinha o que comemorar e a agradecer ao sexto sentido do amigo.

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