O francês Jean-Jacques Savin tinha apenas 10 anos de idade quando leu o livro que Alain Bombard escreveu, contando como atravessara o Atlântico com um simples bote de borracha, praticamente à deriva. E ficou tão impressionado com a façanha do conterrâneo que decidiu...
O enigmático caso do misterioso submarino em águas argentinas
No primeiro dia de fevereiro de 1960, o radar do navio patrulha Murature, da Armada Argentina, detectou a presença de um submarino não identificado nas águas do golfo Nuevo, ao sul daquele país.
Como ninguém fora avisado de que haveria um submarino navegando na região, o Murature tentou um contato. Em vão.
Novas tentativas foram feitas e igualmente ignoradas pelo misterioso submarino, que tratou de sair rapidamente dali. O Murature seguiu o intruso até que ele saísse das águas territoriais da Argentina.
Em seguida, porém, outro (ou seria o mesmo?) submarino foi detectado dentro do mesmo golfo.
Como não era a primeira vez que isso acontecia (já havia acontecido um caso de presença de um submarino não identificado no Golfo Nuevo dois anos antes, sem que nunca tenha sido descoberto o autor da invasão), a Armada Argentina despachou uma pequena frota de navios para a região.
Bombas de alerta foram lançadas na água. E o silêncio do submarino invasor continuava.
Chegaram, então, aviões militares. Do alto, eles viram o intruso navegando lentamente a pouca profundidade, mas não conseguiram identificá-lo – embora parecesse ser um submarino do mesmo tipo dos U-boats alemães, usados na Segunda Guerra Mundial, que acabara 15 anos antes.
A caçada silenciosa durou dois dias. No terceiro, o misterioso submarino tentou escapar do cerco argentino. Foi perseguido, mas se abrigou nas profundezas. E continuou por ali, como indicavam os sonares dos barcos da Armada Argentina.
O governo argentino decidiu, então, consultar diversos países, sobretudo os Estados Unidos e a Russia, já que eram tempos de Guerra Fria.
Todos negaram que o submarino pertencesse a um deles. Inclusive os americanos e os russos.
Ao mesmo tempo, surgiram rumores de que um certo casal recolhera um mergulhador morto no litoral de Puerto Madryn, cidade próxima das águas que estavam sendo frequentadas por aquele misterioso submarino.
Seria um dos tripulantes do submarino em alguma missão secreta?
Ou teria algo a ver com a suposta fuga de oficiais de alta patente da Alemanha nazista para o sul da Argentina, ao final da Segunda Guerra Mundial?
Nada foi comprovado. Nem mesmo se o tal casal existiu de fato.
Dezessete dias depois de ter sido avistado, o tal submarino permanecia escondido nas águas do golfo argentino, mas devidamente encurralado por navios da Armada.
Em seguida, porém, não se sabe como, fugiu.
Uma semana depois, as buscas foram encerradas, supostamente após um sigiloso contato do governo russo com o argentino.
Logo depois, o presidente dos Estados Unidos visitou a Argentina.
Para muitos, aqueles dois contatos tiveram a ver com o enigma do submarino invasor, no que ficou conhecido como o Incidente do Golfo Nuevo.
Até hoje, oficialmente, ninguém sabe que submarino era aquele, nem o que estava fazendo naquela obscura baía argentina, em fevereiro de 1960.
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