Na década de 1980, para as filmagens do clássico The Bounty, sobre o motim mais famoso da História, Hollywood encomendou uma réplica daquele famoso barco inglês.

Após o filme, ela foi vendida e passou a fazer cruzeiros recreativos entre os Estados Unidos e o Caribe, sob o comando do experiente capitão americano Robin Wallbridge, que conhecia cada parafuso daquela cópia moderna do lendário barco do comandante William Bligh.

Por isso, todos acreditaram que estariam em boas mãos quando, em 21 de outubro de 2012, Wallbridge anunciou que partiria com a réplica do HMS Bounty de Connecticut para a Florida apesar do furacão Sandy, que se aproximava da costa Leste americana.

“Se ele decidiu partir é porque está tudo sob controle”, pensaram os demais 15 tripulantes do barco, que, mesmo tendo a opção de não embarcar, se uniram a Wallbridge naquela viagem.

O plano de Wallbridge era avançar velozmente para o alto-mar e contornar o furacão, daí a pressa em partir.

Mas, quatro dias depois, a super-tormenta mudou repentinamente de rumo e colheu o grupo ao largo da Carolina do Norte, num trecho morbidamente apelidado de “Cemitério do Atlântico”.

Logo, as bombas passaram a não dar conta do volume de água que entrava no casco, e o resultado foi que, inundado e sem estabilidade, o Bounty do cinema afundou de verdade muito rapidamente, deixando todos os seus ocupantes na água, a mercê de ondas monstruosas e desencadeando uma das maiores operações de busca e salvamento no mar da História recente da Guarda Costeira americana.

Ao final da operação, acompanhada com aflição pelo público através da televisão, dos 16 ocupantes do cinematográfico barco, 14 foram resgatados com vida, uma tripulante morreu e só o capitão Wallbridge desapareceu para sempre – e seu corpo jamais foi encontrado.

A imprudência do capitão Wallbridge custou-lhe a vida. E desaparecer no mar não deixou de ser uma ironia, porque ele sempre pregara uma máxima que só ele acreditava: “Um barco sempre estará mais seguro no mar do que no porto”, dizia.

Naquele 25 de outubro de 2012, a garbosa réplica do HMS Bounty tratou de contradizê-lo, da pior maneira possível.

O barco dele era um jipe!

O barco dele era um jipe!

O ano era 1946, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. O australiano Ben Carlin, um engenheiro que trabalhava em bases militares na Índia, vistoriava um campo do Exército americano quando viu, jogado num canto, um estranho barco, que lembrava uma pequena balsa,...

ler mais
A mulher inafundável que sobreviveu a três naufrágios

A mulher inafundável que sobreviveu a três naufrágios

Sorte ou azar demais? O que você diria de uma pessoa que tivesse sido vítima de dois dos piores naufrágios no século passado, mas sobrevivido a ambos? Pois a camareira e enfermeira argentina Violet Jessop conseguiu esta proeza. Ela estava no Titanic, quando ele...

ler mais
O velejador que virou múmia no mar

O velejador que virou múmia no mar

Quando, em 2008, o casal de velejadores alemães Claudia e Manfred Fritz Bajorat resolveu se separar, cada um tomou um rumo diferente. Claudia desembarcou na ilha Martinica e ali ficou, até 2010, quando morreu. Já Manfred, desgostoso pela perda da companheira, tomou,...

ler mais
A incrível saga dos patinhos navegadores

A incrível saga dos patinhos navegadores

Era uma vez um navio cargueiro, que, em janeiro de 1992, durante uma tempestade, deixou cair no mar um dos contêineres que transportava. Até aí, nada demais. Contêineres perdidos no mar são fatos quase corriqueiros nos oceanos. Só que, naquela ocasião, ao cair na...

ler mais